Crise na Moda

fevereiro 27th, 2009

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Nos últimos meses, a crise tomou conta das publicações dos quatro cantos com incertezas sobre o mercado financeiro, imobiliário, automobilístico, entre outros. Colunas de negócios e economia – até editorias de cultura, esporte etc – de importantes veículos brasileiros abordaram o tema em toda a sua dimensão. É claro que a dimensão da crise econômica é mundial e, por isto gigantesca, mas será que os leitores querem mesmo se informar somente sobre as consequências geradas pela queda da Bolsa de Valores e demissão de milhares de pessoas no mundo?

Há pelo menos quatro meses, temos esbarrado no tema crise em nossas conversas com jornalistas. Ao sugerir uma nota ou pauta para diferentes veículos, temos ouvido bastante a orientação: “É sobre crise? Se não for, não vou dar” ou “Só estamos dando nota sobre a crise”. Como nem todos os setores e empresas estão no olho do furacão, começamos a pensar em o que fazer com os clientes que não estão com a crise dentro de casa. Para não ficar longe da imprensa e subsidiar os jornalistas com informações sobre nossos clientes, começamos a captar com eles aspectos da crise que, de alguma forma ou de outra, estivesse passando em seus negócios. Na apuração, vimos que muitos tinham fatos positivos mesmo em cenário de crise, outros tinham soluções que funcionam para evitá-la etc.

Deu certo. Os repórteres se interessaram pelos assuntos porque são um contraponto ou enriquecem a matéria, e os clientes não deixaram de sair. Melhor, não saíram de forma negativa. Na FESA, por exemplo, vimos que, ao contrário de todo o mercado de Executive Search que está encolhendo e demitindo (como mostra a matéria ilustrativa deste post), ela não dispensou qualquer funcionário e ainda está diversificando seus negócios. É um fato que fala de crise, mas é positivo.

O Zura!, portal de comparação de preços, também demonstrou que as pessoas não consomem menos na crise, mas estão preocupadas em pesquisar mais as ofertas.A NetMovies, locadora de DVD online, alertou que há sim oportunidades de entretenimento de baixo custo e de qualidade e lançou o NetMovies Light (pacote contra a crise que cobra 9,90 reais por 4 DVDs por mês). A Media Factory observou um aumento na venda de seus produtos em decorrência da má situação mundial, sendo uma alternativa de comunicação (mais barata) para as empresas. A Digerati teve um bom resultado no fim do ano, vendendo 11,5 milhões de revista. Fox, Nat Geo, Fiat, Hands, Bolsa de Mulher, Brands, enfim todos os clientes têm um dado ou um lado positivo sobre a tão falada má situação mundial.

Desta forma, sobrevivemos à crise, mantivemos nossos clientes na mídia e auxiliamos as colunas a dar mais cor em suas publicações durante vários e difíceis meses.

bjs,
BetaPaixão e Belle de Paula

Às vezes, funciona

janeiro 30th, 2009

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Nunca acreditei muito em coletiva. Esta crença vem mais da minha experiência como repórter. Quando estava na Veja, não tinha sentido ir a uma coletiva junto com todos os jornais, porque, no fim de semana, quando a minha matéria fosse publicada, aquele assunto já estaria velho. O exercício era transformar uma pauta importante e factual que sairia nos jornais em história para revista. E consequentemente para os leitores da revista. Eu só ia a coletivas se precisasse marcar algo individual ou ver o que os outros estavam fazendo – mas a maioria das vezes, para frustração das agências – agradecia e não comparecia. Hoje, já há alguns anos, trabalhando com comunicação corporativa, continuo não defendendo a coletiva, mas estou mais flexível e aceito exceções, como a que acabamos de fazer para a série 9mm, do Canal Fox.

A série que já teve 4 capítulos exibidos no ano passado está em fase de filmagem de novos 9 episódios para que, em maio, seja lançada, completando a primeira temporada. Queríamos provocar novas matérias sobre a série agora, fazendo um esquenta até o lançamento. Nossa interface na Fox, a Lupe, deu a idéia de mostrarmos os cenários onde a série estava sendo filmada. Partimos então para organizar um media tour (era uma coletiva, mas media tour é um termo mais bonito e, na verdade, não era uma coletiva já que não teríamos os atores da série e sim os produtores e porta-vozes da Fox). Veja bem, era um tema que não era tão novo já que a série já tinha sido lançada no ano passado. A notícia era a continuidade da série – que já tinha saído em alguns lugares -, os cenários e os diretores.

Fizemos um super mailing e começamos a contatar as pessoas, uma a uma. Afinal, como acabamos de assumir a conta da Fox, era também uma oportunidade de nos apresentar e de conhecermos os jornalistas (o que eles gostam de sugestão de pauta etc). Vinte confirmaram presença, mas vinte de bons veículos, como Valor Econômico, Estadão, Meio e Mensagem, Agora, Folha online etc. Doze estiveram efetivamente presentes e ficaram conosco por 3 horas.

As matérias estão saindo até hoje. Como não era uma coletiva com anúncio oficial, os jornalistas puxaram o gancho de suas matérias para o enfoque que queriam. Saiu primeiramente no Valor uma matéria bacana com chamada de capa do caderno Empresas, com precisão de informações escritas por Gustavo Brigatto, recém-chegado ao jornal. Ao longo da semana, saiu Folha Online, Meio e Mensagem online, Meio e Mensagem impresso, Estadão, ao longo de 10 dias. Ainda sairá no Limão, no Agora etc. Enfim, de um media tour que teve custo zero, tivemos um resultado maravilhoso. Não só por ter gerado matérias, mas principalmente porque fizemos relacionamento com jornalistas e atendemos as demandas deles. E ainda conhecemos a Etienne, a Glyma, a Paula entre outros profissionais.

Devo, então, me redimir e admitir que o media tour ou a coletiva é sim uma boa ferramenta de PR se bem planejada e usada nas horas certas.