Sobre Coletiva

julho 2nd, 2009

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Hoje fizemos uma coletiva para anunciar a parceria da Fiat com o Google que trará o Street View para o Brasil. O serviço bacana do Google foi viabilizado no país juntamente com a Fiat (nosso cliente) que cedeu 30 Stilos para serem adaptados e receberem o kit de captação de imagem. Foram algumas semanas de trabalho dos engenheiros das duas empresas para que o carro e o material ficassem no ponto perfeito. Aqui se chamará Google Street View com Fiat. A AgênciaClick foi quem intermediou tudo.

Como já falamos aqui, coletiva é sempre uma incerteza. Cada vez mais vemos um esvaziamento deste tipo de evento para jornalistas. Neste caso, havia ainda uma dúvida já que o assunto já havia vazado e saído em muitos veículos, como Folha de S. Paulo, Metro, IDG, Reuters, InfoExame etc. No entanto, a coletiva foi anunciada porque teria a presença dos presidentes das empresas que explicariam o motivo da parceria. Afinal, não é sempre que estes executivos estão acessíveis para entrevistas ou contato com jornalistas (na minha época de repórter, eu saia da redação para ir a uma coletiva com o único objetivo de fazer relacionamento, já que trabalhava em uma semanal).

Tive uma boa surpresa hoje de manhã. 20 jornalistas estiveram presente na coletiva, e a maioria representa bons veículos. Tudo bem que muitos eram online e três tevês, mas percebi alguns repórteres-formiguinhas tentando tirar de nossos executivos outras informações, tentando tirar de nós pautas diferenciadas, trocando cartões com a gente etc. Isto é bom, é jornalismo, é catar a notícia.

Sobre as coletivas, o fato é que, quando tem-se um bom assunto, bons porta-vozes e uma boa convocação, haverá quorum. O importante é medir o uso desta ferramenta.

bjs,

Roberta

Vale a capa?

junho 4th, 2009

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Outro dia vi na IstoÉ Dinheiro Rural que a capa era com o Ivan Zurita, presidente da Nestlé. E ele ainda tinha o produto na mão – no caso o tema da reportagem era o fato de a Nestlé entrar no segmento de leite premium. Colocar um cliente na capa de uma revista de âmbito nacional é sonho de qualquer agência de relacionamento com a imprensa (claro que sob um tema positivo). Mas até onde ir para conseguir esta capa?

Na capa referida acima, o presidente da empresa aparece em meio à boiada com uma caixa de leite (iogurte, parece) nas mãos. A questão é que o executivo aparece virando a caixa de leite em seu próprio rosto, ficando totalmente lambuzado com o produto.

Não há dúvida que estar na capa de uma revista é super mérito, mas até que ponto deixamos os porta-vozes se exporem? Alguns podem dizer que dependerá do posicionamento da empresa. No caso das mais caretas, como um banco Bradesco, jamais permitir uma foto-atitude como a do Zurita. No caso de uma moderninha, como Google, sim, vamos extrapolar. Talvez seja o caminho, mas com certeza sem perder o limite da incoveniência ou exposição ao ridículo.

Só para citar um exemplo próprio: no ano passado, um cliente da Fan, a NetMovies, teve seu CEO na capa da Exame PME. Ele estava com a língua para fora na linha da famosa careta do Einstein. Julgamos juntamente com o cliente que valia a pena porque a comparação com o gênio da ciência só tinha a render pontos positivos para marca.
Até onde vale uma capa, hein?

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BetaPaixão

Efeito Photoshop

maio 15th, 2009

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É sempre a mesma coisa: quando levamos um cliente a entrevistas na TV Globo, já o alertamos sobre o veto de logomarcas e até a menção ao nome da empresa. É claro que sempre tentamos dar um ”jeitinho” para que o cliente e sua marca não passem despercebidos na telinha. Como qualquer discussão jornalística, há quem concorde com a atitude e quem discorde.

O fato é que essa questão tomou grandes proporções na semana passada depois do jogo Corinthians X Atlético-PR, no dia 6 de maio. Após fechar o contrato de garoto-propaganda do Grupo Silvio Santos, Ronaldo, o Fenômeno, apareceu na TV Globo com a camisa carimbada de patrocínio das marcas Tele Sena, Baú da Felicidade e Banco Panamericano. A reação da TV Globo foi enquadrar o rosto do Fenômeno, fato inusitado para entrevistas esportivas, durante os minutos de exibição de uma entrevista ao vivo realizada por Mauro Naves. O que mudou em relação à situação corporativa descrita acima é que desta vez, devido à briga de gigantes, a Globo não utilizou o discurso de que são normas da editora e negou o fato na imprensa. Coincidência ou não, o jogador não foi entrevistado pela emissora no final do jogo Corinthians X Fluminense, no último dia 13.

Mas não estamos aqui para discutir a posição política da emissora e sim mostrar que no cenário empresarial é possível driblar algumas vezes essa barreira. A estratégia do SBT foi puramente guerrilheira, algo que a Nike faz consistentemente nas Copas do Mundo, evento esportivo patrocinado oficialmente pela concorrente Adidas. Um exemplo bacana ocorreu no Carnaval deste ano. A rede social feminina Bolsa de Mulher apoiou, por meio de seu Movimento Rosa, o bloco Mulheres de Chico, tradicional na folia dos cariocas. O grupo reuniu mulheres que trocaram as manjadas marchinhas por músicas do compositor Chico Buarque – essa é a grande novidade! Reunimos diversos canais de TV para cobertura, entre eles, a TV Globo, que enviou o repórter Edney Silvestre, do Jornal Nacional, para acompanhar a animação da mulherada. O palco, decorado com as marcas do Movimento, foi ao ar durante longos minutos – um espaço que custa alto se fosse comprado.

Apesar de ter sido banida da tela do canal global, a estratégia do Grupo Silvio Santos foi excelente. Talvez tenha sido melhor, porque, como defende nossa empresa-irmã, Espalhe, o importante é o boca a boca. A repercussão na mídia espontânea continua até hoje, indo muito além do que os minutos que Ronaldo esteve no ar. Além disto, passou atitude para o SBT. Sem dúvida, foi a única alternativa para o SBT participar ativamente de um campeonato adquirido com pela Globo. No caso do Bolsa de Mulher, a ação foi desenvolvida de acordo com os valores da empresa e representou uma estratégia bem definida de entrar na cobertura do Carnaval.

Bjs,
Belle de Paula e Lia Borges

9MM: uma coletiva diferente

maio 7th, 2009

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Para divulgar o lançamento dos novos episódios de 9MM: São Paulo, série policial do Canal Fox, desenvolvemos uma forma diferente de fazer coletiva. Podíamos ter feito a coletiva para imprensa no velho e tradicional cinema ou ainda em algum hotel. Até aí, ok cumpriríamos a função, passaríamos as informações aos jornalistas e fim. Mas queríamos mais. Queríamos causar a sensação de UAU nos jornalistas, que eles – mesmo os que não poderiam ir à coletiva – ficassem com 9MM na cabeça. Partimos da idéia de passar a atmosfera da série. O local deveria ter a cara de polícia. A área de operação da Espalhe encontrou o ambiente ideal que, em primeiro momento, jamais passaria por cabeças convencionais: a Associação dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo.

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A sede recreativa da associação fica à Rua Casper Líbero, pertinho da Estação da Luz. Não há glamour. Ainda bem era o que menos queríamos. A associação é a cara de 9MM. Local encontrado, partimos para a convocação e outros itens. Para convidar os jornalistas, produzimos uma Intimação aos moldes da Justiça. Durante a coletiva, os jornalistas apreciaram comidinhas de botequim repaginadas (sanduíche de mortadela e de salame, potinhos de goiabada com queijo, brigadeiro e doce de abóbora, café pingado em copo de vidro) sem perder o charme. Na saída, o press kit continha um BO com o texto da série, um pen drive com fotos da série, e os jornalistas ainda podiam fazer uma foto “Procura-se” para levar para casa.

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Quando idealizamos a ação, sabíamos que chamaríamos a atenção. No entanto, foi até mais. Nos contatos com os repórteres por telefone e mesmo na coletiva, todos comentavam que tinham adorado a intimação. Uns acharam engraçado, outros levaram um susto. O fato é que quem participou não esquecerá.

Bjs,

Roberta

Edição

abril 13th, 2009

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Na quarta passada, a Folha fez uma matéria no caderno Mundo sobre a invasão do cargueiro americano por piratas somalis. O título era “Tripulação frustra ataque a navio dos EUA na Somália”, no subtítulo fala de ação de guerra, pilhagem etc. Até aí ok. Mais uma matéria. O que chamou minha atenção e a de vários leitores da Folha, com certeza, foi a “ilustração” da matéria: uma imagem do cruzeiro Royal Caribbean. Era uma publicidade, um anúncio inconveniente colocado no meio da matéria de ataque a navios na costa africana. 

É no mínimo uma gafe. Para o anunciante, era melhor não ter tido o anúncio publicado do que sair no contexto de uma matéria que fala sobre ações de piratas a navios.  Para o leitor, fica esquisito, confuso. Como leitora, em um primeiro momento, talvez alguns segundos, achei que se tratava da ilustração da matéria. Para o jornal, além de uma gafe, corre o risco de perder o cliente, ou ficar “devendo” a ele algo inestimável e difícil de pagar: a imagem dele foi maculada de alguma forma.

O que isto tem a ver com RP, já que se trata de algo de propaganda e veículo? A questão é que o RP constrói a imagem do cliente com base em seus valores. E um erro como este do comercial da Folha e da agência de propaganda do Royal Caribbean pode colocar a perder o trabalho de RP. Ou maculá-lo. 

RobertaPaixão

RP também vende

março 31st, 2009

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A ferramenta de relacionamento com a imprensa tem um papel importante em construção de marca. Associar marca com notícias positivas, divulgar assuntos que colaboram com os atributos das marcas, enfim, o brand awareness que os livros de marketing definem são objetivos de planos de comunicação. No entanto, acredito de verdade que a ferramenta vai mais além. Por meio dos meios de comunicação, as empresas podem vender seus serviços e produtos literalmente. Já ouvi muita gente dizer que relacionamento com a imprensa não é para vender efetivamente, isto seria papel da área de vendas/comercial das empresas. Não penso assim. RP pode sim ajudar a vender efetivamente. Ao colocar uma nota sobre um serviço ou um produto em uma revista, jornal etc, estamos vendendo. Com a internet então, a venda pode até ser imediata quando uma notícia sobre serviço ou produto sai em um site.

Recentemente tivemos um exemplo muito claro aqui. A NetMovies, locadora online de DVD, está com dois serviços no ar. Um deles é um pacote de 9,90 reais para aluguel de 4 DVDs mensais. O outro é o serviço de compra de DVDs na comunidade Eu compro DVD Semi-novos no Orkut. Para divulgar os dois serviços, a empresa tem utilizado praticamente relacionamento com imprensa e tem dado certo. Para divulgar, temos sugerido notas ligadas à crise ou simplesmente oportunidade para as pessoas assinarem um plano mais em conta ou vender seu acervo. Do lado da NetMovies, as notas são úteis. Além de divulgar o serviço e potencializar a venda em si, ocorre o já falado brand awareness. Vamos vender!

Bjs,

Roberta

Por favor, não me interrompa!

março 27th, 2009

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Acabo de receber uma ligação de um call center querendo me vender um cartão de crédito. Aquela velha história de sempre: a pessoa se apresenta como vendedora de uma determinada empresa e, sem perguntar se você pode ouvi-la, inicia seu longo discurso quase que robótico para oferecer seu produto. Resolvi surpreendê-la e fazer uma pergunta bem no início da conversa. Aconteceu o que eu imaginava: ela voltou o texto desde o início, repetindo inclusive sua apresentação, porque certamente ficou sem reação com o meu inesperado questionamento fora de seu script.

 

Isso é exatamente o que questiono no comportamento de algumas empresas de relacionamento com a imprensa. Lembro bem de minha primeira experiência frustrante de estagiária em comunicação. Uma grande marca fez um evento com foco em qualidade de vida e bem-estar e a divulgação era minha. Orientada por um superior, imprimi aquele mailing gigantesco de contatos e, depois de soltar o release nos moldes de um verdadeiro spam, resolvi ligar para aqueles jornalistas. A abordagem foi a tradicional “Recebeu?”. Ok, quando você é inexperiente não imagina o número de e-mails que um jornalista recebe por dia, ou então apenas cumpre ordens. Mas, depois de fazer parte do dia-a-dia desta profissão, isso se torna inadmissível. Para concluir essa desastrosa experiência, ouvi uns bons desaforos de uma pessoa que não tinha nada a ver com a editoria em questão, mas estava no tal mailing.

 

 A palavra relacionamento já diz tudo. Os jornalistas de agência têm que desenvolver uma proximidade com os profissionais de redação, tem que conquistar sua confiança. O efeito que isso gera para imagem do cliente e sua própria imagem é fundamental para o trabalho de imprensa espontânea. Fora que isso torna seu trabalho muito mais consistente e coloca o jornalista à vontade não só para negar sua pauta, mas indicar o porquê não lhe interessou. Tenho observado muito isso em nossa rotina diária. Os jornalistas conhecem a equipe da Fan e sabem que daqui não sairão argumentos falhos. Esse é o resultado de um trabalho de relacionamento com a imprensa: não somente fazer seu cliente sair bem na mídia, mas mostrar para os profissionais de redação que sabemos o que estamos fazendo. 

bjs,

Belle de Paula

Em tempos de crise

março 26th, 2009

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Com certeza muitas pessoas devem se perguntar “será que, em tempos de crise, alguma empresa consegue se dar bem no mercado?”. Com o aprendizado que venho adquirindo nestes últimos meses, após começar atender a Fesa, posso afirmar que sim. A empresa, que atua na seleção e recrutamento de executivos de alta direção, mostra que, mesmo em tempos difíceis, com otimismo e um trabalho a médio e longo prazo existem oportunidades para ampliar os negócios. Ela acaba de relançar sua co-irmã, a Asap, para atuar no recrutamento de executivos em início de carreira, especializando-se em todos os setores econômicos do mercado brasileiro.

Para contar ao mercado sobre a Asap, elaboramos uma estratégia de divulgação e primeiro contatamos o Valor Econômico, jornal bem conceituado no mercado. Entramos em contato com a Stela Campos, editora do jornal, para sugerir um encontro com o CEO da Fesa, Alfredo Assumpção. Por conta de uma divergência nas datas, acabamos fazendo a entrevista por telefone. Com entusiasmo de sempre, Alfredo contou toda a história da empresa e como surgiu a idéia de relançar a Asap. O resultado foi uma matéria lindíssima.

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Em paralelo, a Marina Azaredo, da revista Exame, entrou em contato porque fazia uma matéria sobre o mercado de headhunter no Brasil com o tema “Como a crise está afetando as empresas de consultoria”. Mais uma vez, Alfredo mostrou que estavam na contramão da crise. Enquanto algumas empresas demitem, a Fesa expande seus negócios. Com uma notícia boa em meio de várias turbulências, a Fesa e a Asap foram destaque na matéria com foto.

Nossa estratégia de divulgação para a Asap está apenas começando. Como o crescimento desta empresa será rápido, teremos muitos assuntos para divulgar, inclusive dados para pesquisas.

Veja também o post Crise na Moda.

Bjs,

Raq

Entrou água?

março 23rd, 2009

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Na quarta-feira passada, após o temporal que afundou São Paulo e adjacências, assisti uma reportagem no Jornal das 10, do Globonews, que me fez pensar em uma questão que, até agora, não tenho uma resposta conclusiva. Na cena, pátio de uma montadora do ABC com centenas de carros afundados até o teto. Na locução, o repórter falava que a montadora estava com os carros prontos para enviar às concessionárias e, agora, tentará recuperar o que puder.

Até aí, eu não consegui identificar a montadora, já que os carros estavam cobertos de água lamacenta. Podia ser Volks, Ford, GM, enfim, outra qualquer. Na sequência, o executivo da montadora fala. Muito simpático, ele diz que vai garantir o bem maior de quem compra um carro zero que é o cheirinho de novo. Para isto, a sua equipe verificará cada carro e só colocará à venda aqueles que estiverem em condições. No meio de seu speech, ele diz “Nós da Ford garantiremos isto”.

A pergunta: “Valia participar desta matéria? Se sim, valia dizer o nome da montadora?”.

Aos meus olhos de consumidora, por um lado, fiquei simpática à marca por sua honestidade e prestação de serviço. Por outro, pensei: “Se eu tiver que comprar um carro, não seria Ford. Pelo menos por agora…”.

Tudo o que nós, profissionais de comunicação, queremos é ter a marca de nossos clientes exposta na televisão, de preferência na Rede Globo, o que é bem difícil – eles sempre arrumam um jeito de cortar a marca – e em um contexto positivo.

Creio que a Ford optou em se arriscar o que é válido e corajoso. Mas o preço pode ser alto. Meu sogro gosta de contar uma história de chuva que tem tudo a ver aqui. Anos atrás, quando ele passava férias em Petrópolis, que fica na serra carioca e chove para chuchu. Naquele ano, a chuva alagou o pátio de uma concessionária (não me lembro agora a marca). Dali para frente, toda vez que um carro da tal marca encrencava, alguém dizia deve ter sido o lote que afogou na lama de Petrópolis.

Tomara que não aconteça isto com a Ford. Mas faz a gente pensar no velho ditado “Quem sai na chuva é para se molhar”. Será?

Bjs,
Roberta

Somos jornalistas

março 10th, 2009

Desde que comecei a trabalhar neste mundo da comunicação corporativa implico com o termo assessoria de imprensa. Assessor me lembra Brasília, onde, quando não consegue-se o cargo principal, o sujeito vira assessor de alguma coisa. Assessor parece aquele que anota recado, lembra do compromisso do patrão, enfim, um apêndice.

No Brasil, ficou  popularizado o termo assessor de imprensa. A questão é que  nada tem a ver com o que fazemos.  Não anotamos recado, não lembramos o cliente de compromisso e obviamente não somos o apêndice da comunicação das empresas. Já ficou claro para elas a importância do trabalho de relacionamento com a imprensa. Mas tenho dúvida se, ao continuar a resumir nosso trabalho a uma simples assessoria, os profissionais deste setor entendem o quão importante é o trabalho que fazem.

Fazemos relacionamento com a imprensa com base na estratégia de nosso cliente. Para isto, não funciona mandar release e sim estabelecer um relacionamento profissional entre os jornalistas de redação e os clientes. Mergulhar dentro do cliente para tirar dali assuntos que podem dizer respeito aos leitores/espectadores dos veículos e consequentemente ao consumidor / cliente das empresas. Criar pautas, assuntos que ajudam o jornalista em seu dia a dia atribulado e divulgue nossos clientes. 

Recentemente li no blog do Seth Godin, o guru do marekting viral, um post sobre esta questão. Resume bem o caminho que acredito ser o certo. 

Ah, quando me perguntam o que sou, digo que sou jornalista e trabalho em uma agência de relacionamento com a imprensa. 

bjs,

BetaPaixao