Dia do Flamengo é comemorado com camisão

novembro 17th, 2009

Hoje, a Fan/Espalhe fizeram mais uma ação para ALE. Para comemorar o Dia do Flamengo, um camisão do time patrocinado pela distribuidora de combustíveis  foi pendurado no edifício do Minhocão, que fica sobre o Túnel Lagoa-Barra. A camisa-bandeira, medindo 14m x 15m, impressionou não só os cariocas que seguiam seu percurso diário, mas os telespectadores da TV Globo e leitores assíduos de notícias online dos principais portais.

Saia Justa na Uniban

novembro 11th, 2009

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Este assunto da mini-saia da menina na Uniban já era para ter terminado, não? Estamos em pleno século XXI e ainda se discute o tamanho da saia para ir à faculdade. Este episódio me lembrou uma guerrilha que os alunos de meu colégio fizeram em 1987 ou 88 no Rio de Janeiro. O grêmio do colégio foi para as ruas fazer o movimento Bermud-Aid (Luna, era assim que se escrevia?), uma espécie de paródia ao Live Aid, só que em prol das bermudas para todos na escola. A história era meio absurda porque só as meninas podiam ir de bermudas, um dedo acima do joelho, e os meninos não. Bom, todos os alunos foram para as ruas em prol das bermudas. Foi um super PR Stunt porque saiu na imprensa carioca em massa. Mas a conclusão do Bermud-Aid não foi muito feliz: os padres-diretores do colégio proibiram as bermudas para todos, inclusive meninas. No calor carioca!

Neste caso da Uniban, a instituição de ensino que tem como principal formar pessoas para viverem e principalmente conviverem em sociedade decidiu pela condenação da moça da mini-saia que foi expulsa. Foi uma decisão rápida e arbitrária, como a proibição das bermudas pelo colégio naqueles idos dos 80 no século XX (só um aparte para contextualizar para os mais jovens: foi pré-queda do Muro de Berlim, pré-Fernando Henrique, pré-Internet, pré-celular!).

Mas este nariz-de-cera é para levantar a discussão do que mais me chamou a atenção na já longa história: como uma instituição como a Uniban não se apoiou em uma agência de PR para ajudá-la a gerenciar a crise e colocou em risco o prestígio e os atributos de sua marca? A universidade avaliou de forma errada, tomou as decisões erradas e a história que era para ter começado e terminado em um dia está tomando proporções internacionais – já saiu no The New York Times, The Guardian etc. Era a típica crise que poderia ter sido cortada pela raiz no início e ficado no ABC, região em que fica este campus. Para isto, recorreria a profissionais experientes de PR na linha de frente para organizar e atender todos os “agentes” envolvidos. Alinhar atitudes com todos os públicos: a moça de mini-saia e seu advogado, a imprensa, o CA dos alunos (ou semelhante), o MEC etc. Uma estratégia e um discurso únicos para acertar com todos e a marca da Uniban sair o mais ilesa possível.

No entanto, a opção foi a arbitrariedade. E a conclusão foi uma mancha para marca Uniban – chegou-se ao ponto de hoje na CBN um entrevistado comparar a expulsão da menina com a música de Chico Buarque, Geni, aquela que sofria de bullying na escola já que as crianças jogavam pedras nela . Mas a conseqüência mais grave de tudo isto é que os alunos que estudam na Uniban e pagam suas mensalidades com esperança de um trabalho justo e decente no futuro ganharam uma macha no CV. E acredito que mesmo tendo sido revogada sua expulsão, a menina com sua mini-saia irá à Justiça reivindicar o que achar de direito e entrar em outra faculdade.

Beta Paixão

PR 2.0: qual a novidade?

novembro 6th, 2009

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Recentemente, um debate polêmico sobre a substituição das mídias convencionais pelos meios digitais envolveu executivos do O Estado de SP, CBN e Época. A frase mais brilhante que ouvi durante a discussão foi do jornalista e consultor de novas mídias, Caio Tulio Costa: “Há 500 anos a indústria não via uma mudança dessas. O fluxo que vinha unilateralmente, hoje é multilateral. Isso é sensacional”. Outra defesa em prol dos novos tempos da comunicação veio do blog americano Social Media Today, que defendeu que as agências de relacionamento com a imprensa precisam se apropriar das ferramentas de mídia social para acompanhar as mudanças.

Os dois casos citados acima revelam que sim, estamos vivendo a era do PR 2.0! Mas onde está a novidade?

Enquanto muitas agências decidiram integrar suas ofertas de serviços, a Fan acredita há 6 anos que os press releases enviados para a imprensa, assim como artigos tradicionais elaborados por executivos para publicação de veículos de massa ganham muito mais força se complementados com ações em blogs, twitter etc. Desde 2003, a Fan, fundada junto com a Espalhe, trabalha com a integração de mídia, proporcionando aos clientes excelentes resultados de boca-a-boca, seja por meio de redes sociais, imprensa ou qualquer outra ferramenta que muitas agências resolveram classificar somente hoje como PR 2.0.

Ações recentes comprovam, porém, que é preciso experiência para trabalhar tal diferencial. É muito mais do que convidar blogueiros para eventos e garantir posts bacanas. Vai muito além da simples criação de comunidades no Orkut.

Ale

Desde 2008, a Ale investe em marketing de guerrilha em seu mix de comunicação. Com o objetivo de reforçar seus atributos de ser uma marca jovem e inovadora, ela aposta nestas ferramentas para se posicionar de forma diferente no mercado de distribuição de combustíveis. A primeira ação feita para Ale foi o maior boneco de posto de gasolina do mundo, em Natal, sede da empresa. Houve repercussão na imprensa local, inclusive televisão, e nas redes sociais, como Orkut e Twitter. Na sequência, foi criada a ação Livro para Voar, no qual a Ale cedeu 6 mil livros em seus postos para que as pessoas pegassem – sem a obrigação de trocar. Os postos se tornaram facilitador para acesso ao livro. A imprensa e a blogosfera abraçaram a idéia. Programas como Urbano, do Multishow, e Antena Paulista, da Globo, fizeram grandes reportagens. De maio a agosto, fizemos a ação Bombar no Posto Ale com a banda Fresno que fez pop-ups shows nos postos de quatro capitais. Comunidades do Orkut, twitters, posts em centenas de blogs e repercussão na imprensa nacional foram resultados impressionantes. Mais de 2 milhões de reais em mídia espontânea.

Cadbury – 7 Splashs

Para lançar o Trident Splash, foi elaborado um planejamento multimídia envolvendo um minidocumentário 2.0, redes sociais e imprensa. A ação trabalhou o conceito tripstreaming de sete países via blog, twitter, Flickr e Youtube. O golaço de PR começou na cobertura da seleção do sunga boy, passando pelos radicais splashs vividos pelo personagem, que percorreu seu trajeto com apenas uma sunga vermelha.

A grande defesa das agências de PR sempre se concentrou na relevância e credibilidade de uma terceira pessoa (no caso, o jornalista) falando sobre o produto ou serviço. Mas, agora, elas perceberam que isso é pouco – mesmo sendo um pouco tarde. Enquanto isso, a Fan colhe cada vez mais frutos por defender que o potencial está em um grupo de terceiros falando de você – se sua imagem for bem trabalhada nas redes, é claro.

Bjs,

Belle de Paula.

Onde está o ALE?

outubro 30th, 2009

A ALE assinou contrato de patrocínio com o Flamengo até dezembro de 2009. Para reforçar sua atitude ousada, inovadora e, de quebra, potencializar o patrocínio, a empresa encomendou a Espalhe Marketing de Guerrilha uma ação que impactasse não só os torcedores flamenguistas e os que gostam de futebol em geral, mas também aqueles que não estarão no estádio ou em frente à tevê.

Assim nasceu o “Onde está o ALE”, uma guerrilha que utiliza a tecnologia gigapixel – que permite tirar fotos com milhares de megapixels – para reproduzir no estádio o mesmo efeito da foto tirada durante a posse do presidente americano Barack Obama. Para tornar a brincadeira mais interessante, foram espalhados entre os torcedores vários frentistas e outros personagens para que eles fossem encontrados na foto. É como se fosse um “Onde está o Wally” – livro infantil que inspirou o nome da ação – feito de pessoas reais.

Visto de maneira geral, a ação poderia seguir dois caminhos como sugestão de pauta: marketing ou esportes. Mais uma vez, o desafio era pensar fora da caixa e conquistar outras editorias. Unimos todos os argumentos tecnológicos e convidamos o Caderno Digital, do jornal O Globo, para acompanhar o making of da ação ao lado do fotógrafo e também assistir ao jogo ao lado de um dos personagens, na torcida, tudo viabilizado graças ao alinhamento entre RP, Operações e Redes Sociais. O resultado foi uma matéria de uma página com fotos diagramadas de uma maneira que o leitor entendesse completamente a ação, assinada pelo botafoguense Nelson Vasconcelos, editor do caderno.

Com a primeira foto gigapanorâmica, os acessos ao site da ALE, onde a foto fica postada, chegaram a 30 mil registros em apenas 24 horas, resultado muito expressivo considerando o setor onde a empresa atua. Os números nos deram mais uma possibilidade de pauta, dessa vez as colunas de negócios eram nosso alvo. E na mesma semana saiu uma nota no jornal O Globo, coluna Negócios&Cia, da jornalista Flavia Oliveira.

O desafio ainda não acabou, pois temos pela frente mais um jogo e a possibilidade de mais matérias diferenciadas. Como em toda a ação de guerrilha, os resultados só são possíveis em razão a uma atuação integrada da equipe, que não mede esforços para viabilizar todas as idéias de todas as áreas envolvidas. Até mesmo ir de São Paulo para o Rio de Janeiro em dois carros em menos de 5 horas, em função do caos aéreo ocorrido no primeiro jogo com a ação. Até mesmo transformar a jornalista torcedora do Santos em uma nova Flamenguista, de coração. E D’ALEMengão.

Bjs, Soraya de Souza

NÓS NÃO MENTIMOS PARA VOCÊ

outubro 23rd, 2009

Tim Roth vive o Dr. Cal Lightman em Lie to Me, nova série da FOX que estreou em setembro. A trama gira em torno de um especialista forense que desvenda as mentiras de acusados dos mais variados crimes por gestos faciais e reações corporais. Sugestivo para os telespectadores, bela oportunidade para a Fan inovar mais uma vez e extrapolar a repercussão na mídia espontânea.

Para isso, convidamos Dr. Breno Montanari, um psiquiatra forense da vida real, para uma cabine com jornalistas. Além de se interarem das características dos mentirosos que tentam enganar autoridades, nossos formadores de opinião desafiaram Dr. Montanari levando vídeos de políticos e criminosos para serem analisados na hora. O formato foi estendido para blogueiros, que publicaram suas impressões no mentira.blog, idealizado pela agência Santa Clara Nitro, que trazia diariamente uma série de conteúdo sobre o tema. O perfil @lietomebr complementou a ação, registrando uma média de seis interações por followers.

Como resultado da divulgação, tivemos exposição espontânea nos maiores veículos brasileiros e programas de TV, além de excelente repercussão na blogosfera e redes sociais. Um destaque bacana de ressaltar é que, por meio do twitter oficial da série no Brasil, houve a interação com perfis internacionais relevantes, multiplicando o número de leitores e, principalmente, atingindo os formadores de opinião aficionados por Lie to Me.

Bjs, Belle de Paula

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Coletiva da série 9MM

Sunga Vermelha na Paulista

setembro 4th, 2009

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Nesta semana, fizemos uma divulgação bem divertida, mas ao mesmo tempo peculiar. Debaixo daquele sol quente ardendo na pele, acompanhamos um grupo de 30 pessoas andando de sunga (e vermelha) pela Avenida Paulista. Aqueles corpos se misturavam aos diversos perfis dessa avenida tão paulista, executivos, estudantes, profissionais liberais. Eles estavam ali tirando a camisa e a calça pelo sonho de participar de um novo projeto.

Trata-se da guerrilha feita para o Trident Splash, goma de mascar da Cadbury, na qual a Espalhe Marketing de Guerrilha seleciona um protagonista para participar de um minidocumentário 2.0, patrocinado pela goma de mascar. O felizardo escolhido viajaria durante vinte dias, por sete destinos bem inusitados, dentre eles, a Islândia e o Tahiti (Teahopoo, que na língua nativa significa quebra crânio). E o protagonista escolhido vai ganhar por isso. A idéia da caminhada era para ver se os finalistas realmente tinham jogo de cintura e desenvoltura, digamos assim, para fazer esse inusitado trabalho.

A divulgação tem três fases. A primeira aconteceu uma semana antes para convocar os participantes. Saíram notas nos cadernos de Emprego do Estadão, do G1 etc. Foram mais de 1 mil inscritos do Brasil e do mundo – sim teve brasileiro na China, brasileiro na Tailândia etc que queria participar – no www.7splashs.com.br. A segunda fase foi agora a seletiva. Depois, terá mais.

Nesta segunda fase, o resultado do trabalho de PR foi uma cobertura jornalística muito bacana. Estiveram na Paulista as três principais emissoras de TVs do Brasil, Globo, Record e Bandeirantes, registrando a ação, além de jornais e sites. Durante a ação em si, os veículos que registraram viram que realmente a imagem rendia uma foto muito boa, mas até eles chegarem lá…

Brincadeiras à parte, percebi que ainda temos veículos ou pauteiros que não entendem a história e acabam perdendo a matéria. Ok, se estivessem sugerindo para o caderno de economia, tudo bem, mas não era o caso. E, sim, para as editorias de cidades, variedades… Mesmo com essas pequenas pedras no caminho, foi um sucesso e gerou muito boca a boca e ainda teve o fator sorte de o tempo ter colaborado. Foi um dos dias mais quentes do inverno em São Paulo, 33 graus foi bem propício para passear de sunga e biquíni pela Avenida Paulista.

A alta na temperatura nos ajudou e fomos capa do jornal Destak e foto com destaque no jornal Folha de São Paulo e Agora. As manchetes: “São Paulo registra recorde de calor” e foto legenda : “Desfile de maiôs na Paulista”.

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Bom, mas posso dizer pessoalmente que o melhor resultado de tudo isso, além dos muitos clippings, é claro, foi satisfação pessoal de toda equipe, incluindo o cliente, envolvida no projeto. Mas quem disse que a ação acabou? Agora começamos uma terceira fase em que o candidato foi escolhido. Após um dia inteiro de seletiva, com dinâmicas com os participantes, o recifense Caio foi selecionado para no dia 9 de setembro embarcar para o seu primeiro destino e registrar os Sete Maravilhosos Splashs do Mundo. Primeira parada: Teahopoo, quebra crânio, onde fica a onda mais perfeita e radical do mundo. Depois, teremos Eslovênia, Islândia, Suiça, Venezuela, Brasil (Foz do Iguaçu) e Argentina.

Adriana

Bombar no Posto ALE

setembro 4th, 2009

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Depois de quase três meses de ação, chega ao fim o Bombar no Posto ALE, uma guerrilha que levou pop-ups shows – apresentações instantâneas – da banda Fresno por diversos postos de combustíveis da distribuidora ALE em São Paulo, Vitória, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Criada pela Espalhe, empresa de marketing de guerrilha da qual a Fan faz parte, o Bombar no Posto Ale fotem como objetivo gerar boca a boca para a Ale, seguindo a plataforma de inovação e jovialidade da marca. Nesta linha, foi escolhida a banda que tem uma influência enorme nas redes sociais e no mundo online em geral, Fresno.

O trabalho de PR tinha como desafio gerar mídia espontânea nas mais diferentes editorias e, assim, obter uma repercussão nos mais diferentes públicos. Para isso, a ação foi explorada em vários aspectos e as pautas foram pensadas e trabalhadas seguindo os interesses de cada editoria. Foi assim que a ideia de fazer apresentações de rock com uma banda popular entre adolescentes virou notícia para jornalistas de economia, propaganda&marketing, cidades, variedades, cultura e, é claro, música e cadernos teens.

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O impacto também foi potencializado pelo total envolvimento dos músicos Lucas, Tavares, Vavo e Bell, que reforçaram nas entrevistas o quanto o projeto era diferenciado. Equipes de tevê nas quatro capitais cobriram os shows, seguidas de rádios, jornais, sites etc. A área de redes sociais da Espalhe trabalhou fortemente em comunidades para atrair o público para os pop-ups shows, juntamente com a AgênciaClick que monitorou o tráfego gerado para o site www.ale.com.br – outro objetivo foi gerar conteúdo e tráfego para o novo site que foi criado com uma pegada bem jovial.

Vários índices poderiam apontar o sucesso da ação, como os 125 retornos de clipping (impresso e eletrônicos), os diversos acessos aos vídeos postados no Youtube ou ainda as inúmeras manifestações nas redes sociais. Mas eu gosto de pensar no índice “emoção”, medido pela quantidade de gritos, pulos e lágrimas. Mais de dois mil fãs compareceram aos postos, muitas vezes arrastando amigos e familiares, e “bombaram” o www.ale.com.br atrás do conteúdo exclusivo dos pop-ups shows. Com isso, a ação conquistou dois dos seus objetivos: interagir com público jovem e gerar mais fluxo no website da empresa. Além de tudo isto, Fresno foi uma escolha mais do que acertada. Os rapazes são simpáticos, talentosos e ainda abraçaram o projeto com muito carinho. Mais ainda, eles ganharam o Prêmio Multishow como melhor banda no meio do Bombar. Ou seja, foi chave de ouro.

Criatividade, dedicação e boas escolhas = excelentes resultados.

Soraya e Roberta

Um programa de tevê na tevê

julho 28th, 2009

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Na outra semana, recebemos uma visita um tanto peculiar e muito divertida. Tratava-se do Dr. Mike Leahy, um biólogo especialista em virologia pela lendária Universidade de Oxford e apaixonado por aventuras. Ele é o apresentador do programa “Entre Picadas e Mordidas”, que estreia no Nat Geo domingo, dia 02 de agosto, às 21h. Até aí, nada de novo. A peculiaridade fica por conta do que é esse programa e o que faz, de fato, o Dr. Leahy. Ele se deixa picar por insetos peçonhentos e descreve a sensação disso na frente das câmeras. “Empreitadas de um cientista maluco”, disseram alguns jornalistas, que convidamos para conhecê-lo pessoalmente. Maluquices a parte, Dr. Leahy agradou a todos pela maneira inusitada de como lida com esses bichinhos, experimentando em seu próprio corpo os venenos e as picadas doloridas.
O resultado do nosso trabalho de PR foi uma cobertura jornalística muito bacana. Os principais veículos do país estiveram presentes e bateram um papo agradável com o biólogo. Mas o desafio era maior: nossa aposta era colocar Dr. Leahy em algum programa de televisão, tarefa que parecia ser complicada, uma vez que o National Geographic também é um canal de TV, mesmo que fechado. Depois de algumas conversas e emails trocados, o Fantástico topou fazer uma matéria com ele. Com quase 5 minutos de duração, a entrevista foi ao ar neste domingo (dia 26) e abordou as aventuras de Dr. Leahy, além de sua paixão por estudar insetos, por viajar e por fazer esse trabalho que, segundo ele, é o melhor do mundo.
Essa inserção em um dos programas de maior audiência da televisão brasileira prova que, quando o assunto é interessante, não importa se estamos falando de um suposto “concorrente”. Apresentar conteúdo de qualidade para o público é de interesse dos veículos de comunicação e, sendo assim, discussões a respeito disso não são mais pertinentes. Conclusão: bom produto/entrevistado+acreditar na pauta+cliente que aposta = Fantástico! Supera as expectativas.

Ana Laura

RP da Clarinha – uma causa social

julho 20th, 2009

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Volta e meia somos abordados pela internet e até na rua por alguém que está promovendo um movimento a favor de uma criança doente. Alguns participam, mas acredito que muitos incrédulos – como eu – desconfiam de se tratar de um golpe. Pois bem, tenho aqui um exemplo muito bem-sucedido de um pai e uma mãe que, por sua filhinha, fizeram um RP perfeito, incluindo as redes sociais e blogs.

Clarinha, que fará dois anos em setembro, teve paralisia cerebral, devido às dificuldades de seu nascimento, e estava com seu desenvolvimento limitado de acordo com o diagnóstico médico. Com o objetivo de ajudá-la no que fosse preciso, seus pais descobriram que, na China, havia um tratamento de célula tronco, ainda em desenvolvimento e teste, que poderia ajudar a bebê. Pois bem, montaram um site Um Real por um sonho – uma url fácil de lembrar – para levantar recursos (40 mil dólares) para o tratamento experimental de Clarinha.

Ao longo de todo o processo, eles mantiveram o blog atualizado com cada passo, com cada conquista, com cada dificuldade. Foi um fato essencial para passar credibilidade. Eles fizeram direitinho para que as pessoas doassem sem terem medo de cair em um cilada. Agora, com a volta da Clarinha para Recife, onde mora, o pai e a mãe convocaram a imprensa para mais uma vez prestar contas aos milhares de doadores que ajudaram a menina a dar um passo rumo a seu desenvolvimento.

Eu fui impactada aqui em São Paulo ao assistir uma reportagem da Record. Também saíram matérias no Jornal do Commercio, SBT e até na inglesa BBC. Clarinha tem uma comunidade no Orkut.

Eles seguiram direitinho o manual de RP e tornaram-se um case bem sucedido. Além de conseguirem divulgar a sua própria causa, eles ainda promoveram o que é a paralisia cerebral, ainda o hospital chinês que faz o experimento com a célula tronco e a própria ciência da célula tronco. Eles indicam casos de pessoas que melhoram com a célula tronco. Genial.

bjs,

Roberta

http://www.umrealporumsonho.com.br/

É notícia?

julho 16th, 2009

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Na outra semana, uma notícia me chamou atenção na imprensa – até porque nossos olhos estão ainda mais atentos para o mercado publicitário das grandes agências de propaganda porque há um mês atendemos a Fischer+Fala!. Na capa do Meio & Mensagem , o publicitário Nizan Guanaes estampava uma matéria sobre a pretensão dele em abrir um escritório em NY. No Propaganda e Marketing, a informação foi mais categórica de que abrirá em agosto. Nada contra o Nizan ou suas intenções. O que me fez pensar foi o porquê de os jornalistas fazerem uma matéria de capa sobre a intenção ou o futuro.

A mesma notícia já tinha saído em colunas de grandes jornais na semana anterior. Até aí ok  já que algumas colunas gostam de dar na frente uma informação mesmo que ela seja uma especulação. Mas daí esta notícia virar capa dos principais veículos do trade de marketing? É claro que há um cenário favorável para a notícia uma vez a agência DM9 foi premiada em Cannes, mas volta a indagar “fazer uma matéria de capa sobre a pretensão de alguém em fazer algo”?

Até onde entendo pretensão ainda não é um fato. Se não é um fato, não é uma notícia. Se não é uma notícia, por que estampar capas de jornais? Entenderia perfeitamente uma matéria sobre a premiação da DM9. Entenderia uma reportagem sobre o que o publicitário pensa sobre a propaganda e o prêmio. Mas sobre a pretensão de abrir um escritório realmente não entendo.

Muitas vezes os clientes nos pedem para divulgar a abertura de escritórios em praças diferentes. Mas só o fazemos depois da certeza de que a portinha está aberta e funcionando a todo vapor. Mesmo assim, ao abordar os jornalistas sobre o tema, a maioria diz: “Isto dá no máximo uma notinha”. Por que neste caso foi diferente?

bjs,

Roberta