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	<title>Fan &#187; Gerenciamento de Crise</title>
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		<title>Saia Justa na Uniban</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Crise]]></category>

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Este assunto da mini-saia da menina na Uniban já era para ter terminado, não? Estamos em pleno século XXI e ainda se discute o tamanho da saia para ir à faculdade. Este episódio me lembrou uma guerrilha que os alunos de meu colégio fizeram em 1987 ou 88 no Rio de Janeiro. O grêmio do [...]]]></description>
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<p>Este assunto da mini-saia da menina na Uniban já era para ter terminado, não? Estamos em pleno século XXI e ainda se discute o tamanho da saia para ir à faculdade. Este episódio me lembrou uma guerrilha que os alunos de meu colégio fizeram em 1987 ou 88 no Rio de Janeiro. O grêmio do colégio foi para as ruas fazer o movimento Bermud-Aid (Luna, era assim que se escrevia?), uma espécie de paródia ao Live Aid, só que em prol das bermudas para todos na escola. A história era meio absurda porque só as meninas podiam ir de bermudas, um dedo acima do joelho, e os meninos não. Bom, todos os alunos foram para as ruas em prol das bermudas. Foi um super PR Stunt porque saiu na imprensa carioca em massa. Mas a conclusão do Bermud-Aid não foi muito feliz: os padres-diretores do colégio proibiram as bermudas para todos, inclusive meninas. No calor carioca!</p>
<p>Neste caso da Uniban, a instituição de ensino que tem como principal formar pessoas para viverem e principalmente conviverem em sociedade decidiu pela condenação da moça da mini-saia que foi expulsa. Foi uma decisão rápida e arbitrária, como a proibição das bermudas pelo colégio naqueles idos dos 80 no século XX (só um aparte para contextualizar para os mais jovens: foi pré-queda do Muro de Berlim, pré-Fernando Henrique, pré-Internet, pré-celular!).</p>
<p>Mas este nariz-de-cera é para levantar a discussão do que mais me chamou a atenção na já longa  história: como uma instituição como a Uniban não se apoiou em uma agência de PR para ajudá-la a gerenciar a crise e colocou em risco o prestígio e os atributos de sua marca? A universidade avaliou de forma errada, tomou as decisões erradas e a história que era para ter começado e terminado em um dia está tomando proporções internacionais – já saiu no The New York Times, The Guardian etc. Era a típica crise que poderia ter sido cortada pela raiz no início e ficado no ABC, região em que fica este campus. Para isto, recorreria a profissionais experientes de PR na linha de frente para organizar e atender todos os “agentes” envolvidos.  Alinhar atitudes com todos os públicos: a moça de mini-saia e seu advogado, a imprensa, o CA dos alunos (ou semelhante), o MEC etc. Uma estratégia e um discurso únicos para acertar com todos e a marca da Uniban sair o mais ilesa possível.</p>
<p>No entanto, a opção foi a arbitrariedade. E a conclusão foi uma mancha para marca Uniban – chegou-se ao ponto de hoje na CBN um entrevistado comparar a expulsão da menina com a música de Chico Buarque, Geni, aquela que sofria de bullying na escola já que as crianças jogavam pedras nela . Mas a conseqüência mais grave de tudo isto é que os alunos que estudam na Uniban e pagam suas mensalidades com esperança de um trabalho justo e decente no futuro ganharam uma macha no CV. E acredito que mesmo tendo sido revogada sua expulsão, a menina com sua mini-saia irá à Justiça reivindicar o que achar de direito e entrar em outra faculdade.</p>
<p><a href="http://twitter.com/betapaixao">Beta Paixão</a></p>
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		<title>Entrou água?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 20:10:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gerenciamento de Crise]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento com a imprensa]]></category>

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Na quarta-feira passada, após o temporal que afundou São Paulo e adjacências, assisti uma reportagem no Jornal das 10, do Globonews, que me fez pensar em uma questão que, até agora, não tenho uma resposta conclusiva. Na cena, pátio de uma montadora do ABC com centenas de carros afundados até o teto. Na locução, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fan.inf.br/wp-content/uploads/2009/03/carro_enchente-300x161.jpg" alt="carro_enchente-300x161" title="carro_enchente-300x161" width="300" height="161" class="aligncenter size-full wp-image-544" /></p>
<p>Na quarta-feira passada, após o temporal que afundou São Paulo e adjacências, assisti uma reportagem no Jornal das 10, do <strong>Globonews</strong>, que me fez pensar em uma questão que, até agora, não tenho uma resposta conclusiva. Na cena, pátio de uma montadora do ABC com centenas de carros afundados até o teto. Na locução, o repórter falava que a montadora estava com os carros prontos para enviar às concessionárias e, agora, tentará recuperar o que puder.</p>
<p>Até aí, eu não consegui identificar a montadora, já que os carros estavam cobertos de água lamacenta. Podia ser <strong>Volks, Ford, GM</strong>, enfim, outra qualquer. Na sequência, o executivo da montadora fala. Muito simpático, ele diz que vai garantir o bem maior de quem compra um carro zero que é o cheirinho de novo. Para isto, a sua equipe verificará cada carro e só colocará à venda aqueles que estiverem em condições. No meio de seu speech, ele diz “Nós da Ford garantiremos isto”.</p>
<p>A pergunta: “Valia participar desta matéria? Se sim, valia dizer o nome da montadora?”.</p>
<p>Aos meus olhos de consumidora, por um lado, fiquei simpática à marca por sua honestidade e prestação de serviço. Por outro, pensei: “Se eu tiver que comprar um carro, não seria Ford. Pelo menos por agora&#8230;”.</p>
<p>Tudo o que nós, profissionais de comunicação, queremos é ter a marca de nossos clientes exposta na televisão, de preferência na Rede Globo, o que é bem difícil – eles sempre arrumam um jeito de cortar a marca – e em um contexto positivo.</p>
<p>Creio que a Ford optou em se arriscar o que é válido e corajoso. Mas o preço pode ser alto. Meu sogro gosta de contar uma história de chuva que tem tudo a ver aqui. Anos atrás, quando ele passava férias em Petrópolis, que fica na serra carioca e chove para chuchu. Naquele ano, a chuva alagou o pátio de uma concessionária (não me lembro agora a marca). Dali para frente, toda vez que um carro da tal marca encrencava, alguém dizia deve ter sido o lote que afogou na lama de Petrópolis.</p>
<p>Tomara que não aconteça isto com a Ford. Mas faz a gente pensar no velho ditado “Quem sai na chuva é para se molhar”. Será?</p>
<p>Bjs,<br />
Roberta</p>
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