Efeito Photoshop
Posted on maio 15th, 2009 in Relacionamento com a imprensa

É sempre a mesma coisa: quando levamos um cliente a entrevistas na TV Globo, já o alertamos sobre o veto de logomarcas e até a menção ao nome da empresa. É claro que sempre tentamos dar um ”jeitinho” para que o cliente e sua marca não passem despercebidos na telinha. Como qualquer discussão jornalística, há quem concorde com a atitude e quem discorde.
O fato é que essa questão tomou grandes proporções na semana passada depois do jogo Corinthians X Atlético-PR, no dia 6 de maio. Após fechar o contrato de garoto-propaganda do Grupo Silvio Santos, Ronaldo, o Fenômeno, apareceu na TV Globo com a camisa carimbada de patrocínio das marcas Tele Sena, Baú da Felicidade e Banco Panamericano. A reação da TV Globo foi enquadrar o rosto do Fenômeno, fato inusitado para entrevistas esportivas, durante os minutos de exibição de uma entrevista ao vivo realizada por Mauro Naves. O que mudou em relação à situação corporativa descrita acima é que desta vez, devido à briga de gigantes, a Globo não utilizou o discurso de que são normas da editora e negou o fato na imprensa. Coincidência ou não, o jogador não foi entrevistado pela emissora no final do jogo Corinthians X Fluminense, no último dia 13.
Mas não estamos aqui para discutir a posição política da emissora e sim mostrar que no cenário empresarial é possível driblar algumas vezes essa barreira. A estratégia do SBT foi puramente guerrilheira, algo que a Nike faz consistentemente nas Copas do Mundo, evento esportivo patrocinado oficialmente pela concorrente Adidas. Um exemplo bacana ocorreu no Carnaval deste ano. A rede social feminina Bolsa de Mulher apoiou, por meio de seu Movimento Rosa, o bloco Mulheres de Chico, tradicional na folia dos cariocas. O grupo reuniu mulheres que trocaram as manjadas marchinhas por músicas do compositor Chico Buarque – essa é a grande novidade! Reunimos diversos canais de TV para cobertura, entre eles, a TV Globo, que enviou o repórter Edney Silvestre, do Jornal Nacional, para acompanhar a animação da mulherada. O palco, decorado com as marcas do Movimento, foi ao ar durante longos minutos – um espaço que custa alto se fosse comprado.
Apesar de ter sido banida da tela do canal global, a estratégia do Grupo Silvio Santos foi excelente. Talvez tenha sido melhor, porque, como defende nossa empresa-irmã, Espalhe, o importante é o boca a boca. A repercussão na mídia espontânea continua até hoje, indo muito além do que os minutos que Ronaldo esteve no ar. Além disto, passou atitude para o SBT. Sem dúvida, foi a única alternativa para o SBT participar ativamente de um campeonato adquirido com pela Globo. No caso do Bolsa de Mulher, a ação foi desenvolvida de acordo com os valores da empresa e representou uma estratégia bem definida de entrar na cobertura do Carnaval.
Bjs,
Belle de Paula e Lia Borges





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