Somos jornalistas
Posted on março 10th, 2009 in Relacionamento com a imprensa
Desde que comecei a trabalhar neste mundo da comunicação corporativa implico com o termo assessoria de imprensa. Assessor me lembra Brasília, onde, quando não consegue-se o cargo principal, o sujeito vira assessor de alguma coisa. Assessor parece aquele que anota recado, lembra do compromisso do patrão, enfim, um apêndice.
No Brasil, ficou popularizado o termo assessor de imprensa. A questão é que nada tem a ver com o que fazemos. Não anotamos recado, não lembramos o cliente de compromisso e obviamente não somos o apêndice da comunicação das empresas. Já ficou claro para elas a importância do trabalho de relacionamento com a imprensa. Mas tenho dúvida se, ao continuar a resumir nosso trabalho a uma simples assessoria, os profissionais deste setor entendem o quão importante é o trabalho que fazem.
Fazemos relacionamento com a imprensa com base na estratégia de nosso cliente. Para isto, não funciona mandar release e sim estabelecer um relacionamento profissional entre os jornalistas de redação e os clientes. Mergulhar dentro do cliente para tirar dali assuntos que podem dizer respeito aos leitores/espectadores dos veículos e consequentemente ao consumidor / cliente das empresas. Criar pautas, assuntos que ajudam o jornalista em seu dia a dia atribulado e divulgue nossos clientes.
Recentemente li no blog do Seth Godin, o guru do marekting viral, um post sobre esta questão. Resume bem o caminho que acredito ser o certo.
Ah, quando me perguntam o que sou, digo que sou jornalista e trabalho em uma agência de relacionamento com a imprensa.
bjs,
BetaPaixao





março 12th, 2009 12:50
Acabei de ler um texto que sempre tive vontade de escrever. E olha que não não só os assessores de Brasilia que deturparam a visão do assessor…infelizmente
Ótima indicação do Seth Godin
março 23rd, 2009 14:25
Eu não sou jornalista, sou formada em Publicidade pelo Mackenzie. Porém, quando atuei em uma empresa de brinquedos, cuidei inclusive de criar comunidade no orkut e pesquisar sites, blogs e revistas onde nosso público pudesse estar: colecionadores de brinquedos antigos (o nosso produto era o Modelix, barrinhas metálicas montáveis, na base do Lego, e ainda para quem for mais velhinho, risos, Mecano. Um brinquedo inteligente. Aos poucos fui deixando comentários e sempre dava um jeitinho de entrar, em alguma das partes do coment sobre a empresa, produto, site… meu chefe só foi descobrir isso depois que eu havia saído, mas também quando o fez, não exitou em comentar comigo, positivamente. Na época eu não contei para que ele não implicasse, pois possivelmente acharia perda de tempo. Mas, por exemplo, na participação da maior feira do setor, a ABRINQ, a empresa responsável pela feira mantem um site com a lista de expositores, etc. Vários aproveitavam o espaço para colocar um link sobre produtos e coisas interessantes, um convite para visitar seu stand. Ninguém havia pensado, no Modelix, em utilizar desta ferramenta. Eu fiz, criei pautas, comecei fazer contatos com jornais… foi uma experiência muito legal, embora saiba não ser jornalista, mas acredito que o assessor de imprensa, como se diz é uma espécie de caçador de buracos, brechas, oportunidades, e um arquiteto de relacionamentos sim, concordo.
Aliás, o mundo não conseguiu entender ainda que a base de TUDO é o RELACIONAMENTO. O Lula foi eleito assim. Aliás, qualquer outro candidato, mas ele, bem ou mal, aliás péssimo, é um exemplo disto.
Essa indignação demonstrada neste post com a desvalorização, até mesmo pelos próprios profissionais das áreas envolvidas, você pode encontrar falando sobre Marketing. Hoje mesmo, ao colocar ‘Marketing’ em um site de busca de empregos, só vieram vagas de vendedor. Outro dia uma amiga da minha mãe brigou comigo quando eu disse que estava procurando emprego e ela me disse que uma amiga dela trabalhava com ‘isso aí’. Quando a pessoa diz ‘isso aí’ é pq não sabe o que diz. Fato. “Isso aí o que?” perguntei eu…ah! ‘marketi…telemarketi’. Ela estava sugerindo que eu trabalhasse com TLMKT. Quando eu entendi, expliquei que o que procuro é diferente. Ela, ah é de vendedor, né? Não…é de marketing mesmo! Ah! Marketing, vendas é tudo a mesma coisa! Não fulana, o marketing está ligado sim à venda, pois ele a impulsiona, um sem o outro não dá certo, porém, são atuações diferentes… no fim, ela não entendeu a diferença e ainda eu fiquei como a vagal que não quer trabalhar, mesmo! É mole?
maio 1st, 2009 9:04
Wonderfull…